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Claudia Vau

[Continuação]

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5. Com elegância e cortesia, o LinkedIn convida a retribuir cada recomendação que recebemos, mas ninguém é obrigado a recomendar ninguém. Haja bom senso e assertividade! 

Isto faz-me lembrar a forma como as pessoas lidam com a palavra “amor” e o verbo “amar”: algumas pessoas não tocam nessa terminologia nem com uma vara de 7 metros; outras pessoas usam-na a torto e a direito; quase todas esperam que alguém a quem confessam o seu amor retribua o sentimento, mas isso nem sempre é possível ou verdadeiro.

Pessoalmente, recomendo quando tenho algo de suficientemente bom para escrever sobre alguém, e oportunidade para o fazer (é algo que me faz sentir bem em rede). Não espero para retribuir uma recomendação que eu própria tenha pedido.

Também peço recomendações a pessoas sem as recomendar, até porque existem casos em que não posso comentar nenhuma das funções listadas no perfil. Nesses casos, quando viável e suficiente, fico-me pelos endorsements – muitos deles também sugeridos pelo LinkedIn – ou então faço uma recomendação para uma função ou escola ainda não listada no perfil da pessoa, o que pode ser aceite ou não, por quem pretendo recomendar. E isto pode dever-se aos mais diversos motivos, designadamente a uma utilização limitada do LinkedIn (as redes sociais podem roubar tempo e de certa forma substituir a interação face-a-face, o que não é necessariamente desejável).

 

6. Compreendo e aceito diferentes níveis de timidez e reserva no LinkedIn, como noutras redes. 

E, obviamente, gosto de ser respeitada nas redes, de acordo com o uso que faço delas. Confesso que é agradável quando as pessoas que mais respeito, admiro e quero elogiar, se revelam também acessíveis e simpáticas; já é estranho quando alguém que conheço pessoalmente tem para comigo atitudes incoerentes em diferentes redes sociais, mas a premissa desta alínea é “compreendo e aceito.”

7. No LinkedIn como noutras redes, existam utilizadores de todos os tipos, dos frenéticos aos completamente inativos, e até alguns já falecidos, que obviamente não podem aceitar nem escrever recomendações. 

Em certos casos, uma tentativa de interação numa rede social demora anos a merecer resposta, ou pura e simplesmente nunca chega a gerar qualquer tipo de aceitação ou feedback.

Costuma dizer-se que se os conselhos fossem bons, não se davam, vendiam-se (e há, de facto, bons conselhos à venda por aí). Este meu conselho vale o que vale, mas eu não resisto a passá-lo, completamente de graça: não percam a oportunidade de dizer “obrigada” ou “bom trabalho”.

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