Recomendações no LinkedIn »» “Ética” Pessoal + Cházinho para Leigos e Céticos

Guest Post

Por Claudia Vau
London, 26-03-2014

De tempos a tempos, vejo-me numa posição peculiar no que diz respeito a recomendações, e por estar já um bocado farta disso, passo a anotar o que penso, para poder arquivar (pelo menos o “Capítulo LinkedIn”):

linkedin recomendação



1. Peço recomendações a contactos profissionais e pessoais com frequência, normalmente através do LinkedIn.


As referências são importantes aqui na Inglaterra, e eu uso muito o LinkedIn, até porque (também) trabalho com redes sociais. Comentar o percurso profissional e académico de alguém ajuda a credibilizar e legitimar esse percurso, aos olhos de quem (ainda) não conhece o trabalho da pessoa em causa. Entendo que alguns “continentais” possam ser mais agarrados às recomentações e não gostem de as distribuir publicamente, talvez porque dizer bem de alguém não seja uma pratica muito corrente por aí, mas deixemos de parte as justificações baseadas em clichés e preconceitos nos quais não me revejo, e limitemo-nos ao que “é”.



2. Normalmente envio um pedido standard, o que me parece um procedimento adequado na rede (facilita a leitura do pedido, o processamento da recomendação e a criação de uma recomendação reflexa). 


Dependendo das definições de privacidade, as recomendações no LinkedIn são públicas e autosuficientes. Questões legítimas – como a finalidade da recomendação, e a necessidade de estar disponível para contacto de confirmação de referências – são pertinentes fora do LinkedIn, porque nessa rede, em princípio, as recomendações dizem respeito a uma função desempenhada, mas são dirigidas ao público em geral, servindo para ajudar a credibilizar o perfil da pessoa recomendada, não havendo normalmente lugar a contactos para confirmação de referências.



3. Atenção: recomendar alguém com base em experiências curtas ou pontuais é tão relevante quanto por longos periodos de trabalho, principalmente nos tempos que correm.


Obviamente o conteudo da recomendação adequar-se-á e será diferente se disser respeito a 10 anos de trabalho, a um projecto pontual (como um workshop ou uma performance, por exemplo), a um trabalho curto, part-time ou temporário, a um livro ou a um periodo de formação.



4. Por um lado, obviamente aplica-se aqui o princípio de que “se não tens nada de positivo para dizer, não digas nada”; por outro lado, se o meu contacto quiser ser especialmente elogioso, pode precisar de tempo e inspiração para fazer a recomendação, e nesse caso, demorará a responder.


No meio (como a virtude) estão os contactos que simplesmente respondem e recomendam logo, ou então pedem ajuda para o fazer, para já não falar dos “anjos” que recomendam espontaneamente. Confesso que eu própria levo o meu tempo a escrever recomendações, mas sei muito bem o que é justo e verdadeiro de acordo com a minha experiencia interpessoal, e quem faço questão de elogiar!


Mas existem também aqueles contactos que não dizem nada ou dizem que “não podem recomendar”, tendo gozado, usado e (em alguns casos) abusado das minhas competências, o que é triste, mas engraçado ao mesmo tempo.


E existem ainda os que dizem “ah, vou fazer a tua recomendação quando tiver mais tempo” e nunca chegam a escrever nada, porque na realidade se estão a marimbar (ou para mim, ou para o LinkedIn).


[Continua]

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