Networking – Tenha um Plano – Parte VI

Ao longo dos últimos artigos, o que venho defendendo é a existência de uma estratégia. Para as organizações, para as pessoas ou, no caso específico, para se fazer networking. É preciso haver planificação e esta tem de ser efectuada com uma previsão eficaz e calculista aliada a uma flexibilidade face ao inesperado e ao imprevisível.



Hoje vivemos tempos de mudança acelerada. A imprevisibilidade está aí e veio para ficar. E a prova de que, mesmo tendo uma estratégia, as coisas podem não correr bem, está bem patente no meu último artigo.

“(…) poucas – ou nenhumas – estratégias são puramente deliberadas, assim como poucas são totalmente emergentes. Uma significa aprendizagem zero, a outra significa controle zero.”

Mintzberg, 2001

Na essência, o que devemos retirar das palavras de Mintzberg é o seguinte: as estratégias raramente seguem o plano original e, dificilmente aparecem do vazio. Qualquer plano estratégico tem de ser constantemente monitorizado, flexível e criativo o suficiente para responder de forma permanente a todos os riscos e oportunidades eventuais criados por qualquer alteração, seja interna, seja externa. Mesmo assim, e conforme a história prova, existem milhares de estratégias que falham. Umas por falta de bom senso, outras porque a estratégia não contemplava variáveis importantes e outras porque não foi tido em conta o plano B.

Para partilhar com os leitores do linkedportugal a última acção que faz a diferença para se fazer bom networking, fui inspirar-me nas palavras de um engenheiro aeroespacial muito conhecido.

6 –Tenha um plano!

Sempre que me lembro do plano, vem-me à memória a imagem de Edward Aloysius Murphy, Jr. responsável por, entre outras coisas, a lei de Murphy. Em síntese, o que ele refere é que, “se algo pode correr mal, então algo vai correr mal, e será no pior momento possível”.



Sou um optimista convicto. Defendo que, mesmo entre dois males, a ter de escolher, que se escolha o menor. É preferível escolher a apenas criticar, sem apresentar soluções. Daí a necessidade de se ter um plano. Se o plano deve existir quando tudo corre bem, ele é imprescindível nas alturas em que tudo corre mal. Dou dois exemplos. Um aqui e o outro aqui. E, se estivermos a falar de Social Media, onde a rapidez de proliferação é ainda mais rápida, a existência do mesmo faz todo o sentido.



Existe contudo um aspecto que deve estar sempre presente. É extremamente importante. O networking é uma actividade que envolve PESSOAS. E, para pessoas, lamentavelmente, não existe manual. Isto significa que, mesmo tendo em linha de conta todas as acções que fui identificando ao longo das últimas semanas segui-las e implementá-las, não garantem sucesso. Mas ajuda.

Até à próxima. Bom networking.

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Jorge Basto Sobreira

Licenciado em Ciências da Comunicação, especialista em Marketing de Serviços, tem desenvolvido trabalho em projectos multinacionais e PME’s em diversas áreas de negócio tendo ocupado lugares de direcção em empresas com gestão Portuguesa, Francesa e Alemã. Actualmente é Sales and Marketing Manager na Basepoint e consultor/formador na IncubIT. Trabalha as áreas de Comunicação, Gestão de Marketing e Vendas e Social Media.