Networking – Dar para Receber – Parte II

Guest Post – Jorge Sobreira




Os princípios utilizados no networking são, basicamente, os mesmos que se utilizam nos relacionamentos comerciais entre as empresas e os seus clientes, ou até os utilizados nos relacionamentos pessoais. Assentam muito na reciprocidade e na gestão de cedências.

Conforme devem estar recordados, semana passada, partilhei a data em que, pela primeira vez, aderi à comunidade LinkedIn: 08-07-2007. Cerca de dois anos e quatro meses após essa data, mais exactamente no dia 21-11-2009, aprendi algo que faria mudar profundamente a minha estratégia de posicionamento em relação ao networking, em geral e ao LinkedIn, em particular.

A situação que despoletou essa minha mudança de estratégia e de atitude, teve a sua origem numa avaliação do meu perfil LinkedIn. Na sequência da publicação do seu livro acerca desta rede profissional, o Rui Pedro Caramez, tinha iniciado, por esta altura, uma série de avaliações gratuitas ao perfil dos utilizadores. Tendo sido um dos felizardos a ter tido esse feed-back, verifiquei que, entre várias oportunidades de melhoria, de uma forma geral, a grande mudança prendia-se com isto: o meu perfil era um perfil pouco proactivo, deficitário, incompleto e extremamente desorganizado. Ou dito de outra forma: eu tinha um perfil típico de quem quer receber, sem nada dar em troca.



Foi nesse dia que, com uma mudança radical de estratégia e principalmente de atitude, interiorizei e implementei este princípio que agora partilho:

2 – Dê para (eventualmente) poder receber

Existe uma lenda chinesa que ilustra muito bem a necessidade de dar antes de receber.

Havia um mendigo Chinês que passava os seus dias com uma caneca a pedir arroz ou o que quer que as pessoas lhe dessem.

Um dia, o mendigo viu um grande reboliço: tratava-se de um cortejo que descia a rua, liderado pelo Imperador que distribuía presentes aos seus súbditos. O mendigo ficou muito feliz. “Mas que grande oportunidade”, pensou. “Finalmente vou receber um presente valioso”.

Quando o Imperador se aproximou, ele estendeu a sua caneca mas, em vez de receber, o Imperador pediu-lhe um presente. O mendigo, desapontado mas, com medo que lhe cortassem a cabeça, entregou, a contra gosto, dois grãos de arroz que encontrou na sua caneca.

Após a partida do Imperador, o mendigo resmungou e passou o resto do dia a reclamar: censurando o Imperador, culpando Buda e maltratando todas as pessoas, mesmo as poucas que se aproximavam para lhe dar esmola.

Nessa noite, quando chegou ao seu pobre lar, preparando-se para fazer o balanço de um fraco dia, ele encontrou duas pepitas de ouro do tamanho semelhante aos grãos de arroz que tinha dado ao Imperador.

Moral da história?

Como em quase tudo na vida, não podemos receber, sem dar. O que é que tem em comum a actividade comercial, o processo de marketing e a agricultura? Simples: para colher, é preciso semear.

Despeço-me partilhando um vídeo do Zig Ziglar que considero particularmente inspirador.Podem vê-lo aqui.


Até para a semana.

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Jorge Basto Sobreira

Licenciado em Ciências da Comunicação, especialista em Marketing de Serviços, tem desenvolvido trabalho em projectos multinacionais e PME’s em diversas áreas de negócio tendo ocupado lugares de direcção em empresas com gestão Portuguesa, Francesa e Alemã. Actualmente é Sales and Marketing Manager na Basepoint e consultor/formador na IncubIT. Trabalha as áreas de Comunicação, Gestão de Marketing e Vendas e Social Media.

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